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red red wine…

04/05/2012

o mais lindo do frio é o vinho. existem outras belezas como os casacos que deixam as pessoas elegantes e no peso ideal ou o conforto na hora de dormir, mas o vinho… eu, como sou uma pessoa solitária, o vinho me faz uma boa compania. ponho uma música de fundo, quase sempre jack johnson – eu gosto da voz calma e, de alguma forma, identifico-me com o clima. acho que jack johnson combina com vinho e frio. na verdade, combina com o mar e o sol também. sei lá, acho que sou realmente apaixonada pelas músicas dele. aah que gosto bom! isso sim que é compania. lembro-me de quando eu tinha 13 anos, eu era uma roqueirinha, de longos cabelos negros e sempre com uma garrafa de vinho na mão, andando pelo arco da redenção. acredito ter nascido lá esse amor, depois com  tempo veio se desenvolvendo. entretanto, cada ano o vinho tem um significado, mas esse ano ele serve como compania. outro dia conto sobre os outros anos. histórias não me faltam.

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she just wanders around, unaffected by the winter winds…

02/05/2012

todos temos aquele momento em que sentimos uma “ausência”, e eu, por exemplo, tenho vários. 

em pinheira, enquanto eu caminhava na beira daquele mar azul e deserto, eu ouvia músicas no meu ipod – as quais foram selecionadas numa manhã de ressaca e corrida – que pareciam combinar exatamente com aquele tudo e aquele nada. eu caminhava, distanciando-me cada vez mais do começo da praia, sem ao menos querer saber onde eu ia chegar. fiz isso por todos os dias em que fiquei lá, exceto o dia em que fomos pra Guarda, voltamos as 5h da manhã e fomos de carro pra praia; atolamos o carro e ficamos apé, mas valeu a pena ver aquele nascer do sol inconfundível e expectante de Pinheira. terça, quarta, quinta, sexta-feira eu caminhava todas as manhãs e tardes, parando às vezes para deitar e tentar pegar um bronzeado, ou talvez entrar no mar e superar o trauma do ano passado. acho que não contei aqui que, ano passado, em Pinheira mesmo, inventei de nadar até a bóia com os meus amigos. na hora de voltar eu estava cansada demais e, quando pensei que já “dava pé”, eu fiquei um bom tempo submersa até perceber que não estava nem um pouco perto do chão. enfim, deixo essa história pra próxima vez. mas voltando às pausas das caminhadas, os fones mantinham-se sempre no meu ouvido. eu não podia ouvir ninguém – a praia estava deserta, mas mesmo que houvesse alguém, não poderia ouvi-lo. aquela visão e a música de fundo tornavam-se uma poesia completa cujo titulo eu daria de “sorria”.quando voltei a porto alegre, tudo parecia tão tranquilo e fácil. meu trabalho, minha casa, minha vida eram outros. minha mente estava boa. eu estava contente constantemente; estava feliz por estar feliz, saca? mas alguns dias atras, como de praxe, eu me encantei por alguém. obviamente não deu certo e bla bla bla. aquelas coisas tristes que acontecem quando tu pensa “agora vai, ele é sensacional” e não é. eu ia pro trabalho desmotivada e na esperança de encontrar ele com um buquê de flores na mão me pedido desculpas e dizendo todas aquelas coisas que uma menina que vê comédias romanticas imagina.  é claro que nada aconteceu, mas lembrei do meu ipode como uma boa distração. juro que quando comecei a ouvir aquelas músicas, tive a visão daquele paraiso; caminhava e sentia como se estivesse na beira do mar; o vento que soprava parecia brisa e o que eu sentia era nada mais do que uma tranquilidade. sorri e fui trabalhar. todos os dias. não tirei ainda as musicas de lá, ouço-as quando preciso. e funciona sempre.

“Frágil — você tem tanta vontade de chorar, tanta vontade de ir embora. Para que o protejam, para que sintam falta. Tanta vontade de viajar para bem longe, romper todos os laços, sem deixar endereço. Um dia mandará um cartão-postal, de algum lugar improvável. Bali, Madagascar, Sumatra. Escreverá: penso em você. Deve ser bonito, mesmo melancólico, alguém que se foi pensar em você num lugar improvável como esse.Você se comove com o que não acontece, você sente frio e medo. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que, aos poucos, começa a passar.

Outra vez chinês, você se afasta um pouco para ver melhor o ideograma. “Verdade interior” — você repete. E acrescenta:
“Tenho uma boa taça. Quero compartilhá-la com você”. Estende as mãos para a frente, como se fosse tocar o rosto de alguém. Mas você está sozinho, e isso não chega a doer, nem é triste. Então você abre a janela para o ar muito limpo, depois da chuva. Você respira fundo. Quase sorri, o ar tão leve: blue.”

CFA

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Vai passar – CFA

30/04/2012

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim – nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente – e não importa – essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás – aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam.

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não acredito. …

30/04/2012

não acredito. mais uma pagina virada. rumo à minha tranquilidade de antes. :)

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o que é que eu vou fazer pra te esquecer? sempre que já nem me lembro, lembras pra mim…

29/04/2012

estou há dois dias em casa, pois consegui fraturar o coccix de uma maneira que nem eu sei. um feriadão regado à cama, seriado e carência. a medida que vai esfriando, meu cerebro procura aquecer-se com lembranças. tento aproveita-las para seguir em frente, novos caminhos, e muitas vezes consigo, mas existe uma vontade maior.

sou especialista em esquecer pessoas, invento teorias que, se eu as juntasse, daria um bom livro de auto-ajuda; porém, sinceramente, ninguém acreditaria nelas. nem eu mesma consigo. senti hoje uma vontade imensa de escrever, queria colocar pra fora tudo o que sentia em cada momento que ele vinha falar comigo e que acabava refutando qualquer uma das minhas teorias. eu passava a simplesmente não acreditá-las e, mais,sentia como se ele precisasse de mim. eu nem amo – e nem poderia, não existe tempo suficiente pra isso -, mas algo me prende à ele, e isso me irrita tanto!

Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas que me diga logo pra que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida. E não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranqüilidade possível que estou só do que ficar a mercê de visitas adiadas, encontros transferidos.

CFA

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?

17/04/2012

Para qué me curaste cuando estaba herido,
Si hoy me dejas de nuevo con el corazón partío?

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final de semana

03/04/2012

caralho! to com medo dessa tranquilidade que anda a minha vida. hoje, não lembrei que era recém segunda-feira. isso já marca o quanto eu estou despreocupada. não quero mais coisas ruins pra minha vida. acho que voltei a trabalhar muito feliz, essas férias me renovaram. e o interessante é como eu vejo os reflexos disso. veeeeeem 2012! vem com tudo!

 

 

“Um homem começa a ficar velho quando já prefere andar só do que mal acompanhado.”

Millôr Fernandes

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notivago

31/03/2012

por outro lado, tenho notado que não tenho sentido mais tanta solidão como eu sentia. meus dias estão sendo preenchidos com trabalho e mais trabalho, eu sei eu sei que a solução não é essa, mas enquanto não a encontro, me sinto bem com o que tenho. este ano quero dedicar-me a minha carreira. tenho sede de planos e projetos. estou esfaimada de vida. meu emprego me faz feliz, por enquanto. mas não me bastará daqui a alguns meses. mas agora eu estou feliz. e sem tempo. e feliz.

 

“No avesso de mim

Existe um ente desesperado
Um ser esfaimado de vida
Sedento de novas sensações
A morder-me o pensamento

Escuto-lhe os passos
A galgarem as paredes
Da insatisfação
Do meu inconsciente

A mortificarem-me a vontade
De arriscar
Em nome de uma razão
Que não se compreende…

Sinto-lhe o respirar
O ofegar quente
Este martelar constante
Que me arrepia
Que me estrafega
Os ouvidos
Que me ensurdece…
Que me enlouquece…

E o pior
É que não tenho como calar
Este malvado silêncio!”

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status: aprovada

28/03/2012
  • estou de volta a minha rotina. confesso que este novo horário não condiz com nenhuma das minhas expectativas de trabalho, mas é por pouco tempo, então não me sinto frustrada. o que me ajuda também nisso é saber que fui APROVADA no concurso do GHC (Grupo Hospitalar Conceição), e que esta foi a porta de entrada pra muitos outros que virão. estou começando a recriar expectativas que ficaram acumuladas por algum tempo aqui dentro, e a sensação é muito boa.
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bem-vinda

22/03/2012

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de volta a porto alegre. aos poucos vou lebrando das minhas responsabilidades e que, agora sim, o ano começou. haha eu espero muito deste ano. não sei por quê, sinto que acontecerão coisas boas. sei que 80mg de fluoxetina não vão resolver o meu problema completamente, mas quero começar a aceitar coisas a longo prazo. quero ter paciência e aprender a me dedicar a coisas que me fazem bem. tive férias incríveis. talvez essa sensação seja vestígios de pinheira. talvez não. o que eu sei com certeza é que estou disposta a crescer mais.

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